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Duas carruagens da Fertagus compradas à Renfe devem circular em 2027

Duas carruagens da Fertagus compradas à Renfe devem circular em 2027

Fonte oficial do grupo Barraqueiro, que detém a Fertagus, reafirma à Antena 1 a previsão do próximo ano, depois da empresa ter reunido esta manhã com a Câmara do Seixal. Quanto a investimentos na linha ferroviária, “se e quando os fará são questões que apenas a Infraestruturas de Portugal pode esclarecer”.

Gonçalo Costa Martins - Antena 1 /
Foto: Nuno Patrício - RTP

“Um ano e meio” foi o período apontado para a transportadora ter prontas a circular as carruagens que vieram de Espanha, permitindo ter uma quinta carruagem nas atuais composições. Decorre a “adaptação das carruagens e a sua homologação pelas entidades”, referia num comunicado na semana passada.

Esses trabalhos, soube a Antena 1 junto de fonte oficial, decorrem já em Portugal.

Agora tem sido a vez de explicar de viva-voz a vários autarcas este prazo e outras questões. Na manhã desta quarta-feira, a Fertagus reuniu com a Câmara do Seixal, com o presidente Paulo Silva a apontar para o segundo semestre de 2027 a entrada ao serviço - fonte oficial não especificou à Antena 1 o semestre, apenas que esperam começar no próximo ano.
As duas carruagens adquiridas à Renfe, a operadora pública ferroviária de Espanha, foram feitas em leilão. A compra de material circulante novo levaria mais tempo, sublinha o autarca do Seixal.

“A Fertagus diz que a aquisição de material novo tem um prazo de entrega de sete anos, que há muita procura de material novo circulante” na Europa, refere Paulo Silva à Antena 1, pelo que as duas carruagens usadas são mais céleres na chegada e “só devem estar prontas para entrar ao serviço no segundo semestre de 2027”.

Depois de reunir com a Fertagus, o presidente da Câmara do Seixal não antevê que tão cedo seja possível resolver os problemas dos comboios entre Lisboa e Setúbal. A juntar ao aumento da procura, diz que um dos problemas identificados é a infraestrutura ferroviária, a precisar de investimento. 
Investimentos em questões como a velocidade ou a capacidade da linha ferroviária são remetidas para a Infraestruturas de Portugal (IP), refere fonte oficial da Fertagus.

“Se a IP os fará e quando os fará são questões que apenas a IP pode esclarecer”
, disse hoje à Antena 1, sublinhando que “a Fertagus tem interesse em prestar o melhor serviço aos passageiros e por isso todo o investimento e melhoria de infraestrutura está alinhado com os objetivos”.

Num comunicado feito na semana passada, a Fertagus apontava à IP para explicar parte dos atrasos que sofre, referindo a diminuições de velocidade: “Destaca-se em concreto que cerca de 38,8% dos atrasos registados foram provocados por afrouxamentos na infraestrutura ferroviária, sendo na ordem dos 80% a percentagem relativa às causas não imputáveis à Fertagus”.

Os problemas de atrasos e sobrelotação não são novos, tendo-se tornado mais visíveis quando a Fertagus reforçou a oferta até Setúbal e ajustou horários, e até já levaram mais de 3 mil pessoas a assinar uma petição a pedir um serviço melhor.

“Os constrangimentos atuais resultam de uma combinação de fatores, como o crescimento acelerado da procura, limitações da infraestrutura ferroviária gerida pela Infraestruturas de Portugal, ausência de material circulante para reforço da frota e o desempenho e fiabilidade do serviço de outros operadores de transporte da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que condicionam o desempenho da operação da Fertagus”, resumia a empresa.
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